Fundada em 2015 por Alessio Alionço, em Curitiba, a Pipefy nasceu com a missão de democratizar a automação empresarial. Inspirada no movimento no-code, a plataforma foi construída para que usuários sem formação técnica pudessem criar fluxos de trabalho e digitalizar processos de forma ágil, sem depender exclusivamente de times de TI ou de longos projetos de consultoria.

Dez anos depois, a empresa se consolidou como referência global em automação e inteligência artificial aplicada à gestão de processos. Com escritórios em São Paulo e São Francisco (EUA), a Pipefy atende hoje mais de 4 mil clientes em 100 países, incluindo gigantes como IBM, Volvo e Itaú, e já ultrapassou a marca de 4,7 mil agentes autônomos de IA em operação.

O carro-chefe da empresa nesta nova fase são os AI Agents, softwares capazes de executar tarefas, tomar decisões e interagir com diferentes áreas de negócio de forma autônoma. A proposta é ir além da simples automação, oferecendo inteligência aplicada ao fluxo de trabalho.

Um exemplo é a Accenture, que já desenvolveu mais de 450 agentes de IA na Pipefy, alcançando ganhos de até 60% em eficiência operacional. Esse impacto tem colocado a companhia em evidência: pelo segundo ano consecutivo, a Pipefy foi listada no ranking norte-americano Inc. 5000, que reconhece empresas privadas de rápido crescimento.

Para reforçar a flexibilidade de sua plataforma, a Pipefy anunciou em 2025 a chegada do recurso “Traga seu próprio LLM”. A funcionalidade permite que empresas integrem os modelos de linguagem já utilizados internamente (treinados com seus próprios dados ou conectados a repositórios privados) diretamente à solução da Pipefy.

Na prática, isso significa mais personalização, privacidade e governança para os usuários. “Agora damos mais um passo, permitindo que o cliente escolha o modelo de IA mais conveniente para sua operação. Seja AWS, Google Cloud, Oracle ou Azure, o Pipefy já é cloud agnostic, e queremos que a escolha da IA também seja livre”, explicou Alessio Alionço, fundador e CEO.

Quando começou, a missão de Alionço era provar que automação não precisava ser sinônimo de códigos complexos ou projetos caros. A proposta de colocar o poder nas mãos do usuário final enfrentou resistência. “Era preciso convencer as empresas de que poderiam automatizar processos críticos sem depender de TI, o que parecia quase impossível. Fomos direto ao ponto: entregamos valor rápido, criamos templates e mostramos casos reais de clientes ganhando eficiência em dias, não em meses”, lembra o empreendedor.


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